O tempo passa, o tempo voa...
Hoje me peguei com saudades dos meus filhos, de quando ainda eram pequenos.
O pior é que nunca fui uma mãe paciente e nem dei toda a atenção quando eles mereciam. Aí fico pensando: será que eu era muito nova?
Comecei muito cedo: meu filho nasceu e eu ainda tinha vinte anos; com vinte e cinco tive a filha e fiz a laqueadura. Não estou arrependida. Eu realmente não queria ter mais filhos, acho que dois filhos é uma boa conta. Mas, com o passar dos anos a vida da gente se acomoda, os filhos crescem, cada um toma o seu caminho e fica a saudade dos pézinhos descalços correndo pela casa, da briga na hora da comida porque queriam tomar o suco antes de comer...coisas do cotidiano que a gente não dá o devido valor.
É, a vida passa e ficam as lembranças saudosas até mesmo de momentos difíceis que hoje a memória traz num contexto de tragicomédia. Daí a gente vê que o que realmente importa às vezes passa despercebido aos ávidos olhos da juventude, que estão cerrados para os valores da família, do viver bem, da paz e tranquilidade.
Quando se é jovem a gente quer mais é curtir! Quer beber a vida de uma só vez. Mas não sabe que tudo passa, coisas boas e ruins passam.
Fazer o quê? Eu queria mesmo era ter a mesma vitalidade da juventude com a sabedoria da maturidade, mas não dá pra ter tudo na vida...
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